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BIBLIOGRAFIA CAROLÍNGIA BREVE (2ª ed.)
H. D. Cerqueira de Souza
Subsídios para a História de uma Família, 2016
ISBN 9781326582258
Brochado, 72 p.

ABSTRACT: This rather long Brief Carolingian Bibliography, named to make it sound more humble and therefore less prone to peer criticism, is a list of books on Charlemagne and the Carolingians published in English, French and Portuguese, gathered during my research to write From Charlemagne to my Father (published in 2009, 224 p., ISBN 9789898587053). It has an obvious flaw—the omission of all German books—to the exception of those translated into one of the aforementioned languages. First published as a chapter in the back matter of the book, it became a separate book on its own (also published in 2009, 40 p., ISBN 9789898587060). This is the second revised and enlarged edition.

Introdução, pp. 7-8: O conjunto de obras disponíveis sobre o Imperador Carlos Magno e a sua época, impressas em Português, Inglês e Francês, constituem o objecto sumário desta Bibliografia Carolíngia Breve. Resulta dum levantamento preparatório para a elaboração duma obra apologética, cujo único e insignificante objectivo era prestar homenagem a meu pai, no seu 75º aniversário, publicando uma genealogia ilustrada de uma das muitas linhagens que o/nos ligam ao velho patriarca. Não é pois uma lista exaustiva, nem definitiva, sobre o tema. Porque foi publicada no livro, e pelo interesse que suscitou, acabou por ter uma impressão autónoma nos Subsídios para a História de uma Família, que de outra forma não se justificaria dado o universo restritivo da colecção. Esta segunda edição, mais ligeira e económica, é no entanto mais abrangente e inclui os livros que foram entretanto publicados e também alguns artigos. Tal como acontecia na primeira edição peca pela ausência de obras em língua Alemã (com excepção daquelas que foram traduzidas para uma das supra mencionadas línguas) o que no contexto carolíngio não pode ser menorizado. Ainda assim, e dada a ausência de bibliografias sobre o tema, se entendeu que havia suficiente relevância para a sua reedição.
O tema não é completamente desprovido de interesse. Carlos Magno, autêntico Abraão medievo, continua a ser uma referência histórica, espiritual e iconográfica da Europa e do Ocidente, o que se explica pela quantidade de autores que continuam a usá-lo como marco separador da história universal (Antes e Depois de Carlos Magno; Da Antiguidade até Carlos Magno; etc.); pela quantidade de livros para todas as idades que se continuam a publicar sobre a sua vida e sobre os seus feitos; e pela quantidade de escolas, agrupamentos e associações que continuam a perpetuar o seu nome pelos sete continentes. E isto para nada dizer da proliferação de publicações, reimpressões, edições filatélicas e todo o tipo de parafernália que parecem surgir sempre em momentos críticos da história da Europa, como durante os períodos de nacionalismos exacerbados, ou das depressões patrióticas, antes e depois das guerras, durante as crises financeiras, ou sempre que a ideia de união europeia volta a estar na ordem do dia. Com toda esta polémica das invasões migratórias que vivemos actualmente, não será de estranhar se assistirmos a mais uma ressurreição do velho patriarca e da sua antiga rivalidade com Maomé. Recomenda-se vivamente uma leitura atenta de Henri Pirenne e das suas teorias para a queda do Império Romano, eminentemente mediterrânico, e o advento do Islão.

Como citar: SOUZA, H. D. Cerqueira de (2016). Bibliografia Carolíngia Breve. 2ª ed. Braga: Subsídios para a História de uma Família.

Ver também: De Carlos Magno a meu Pai (2009) |