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IRREGULARIDADES E CONTRADIÇÕES NA FACHADA DA CAPELA DE SÃO JORGE
H. D. Cerqueira de Souza
Tarouca, 2012
Caderno, 8 p.

Separata retirada de RESENDE, Nuno (coord.) (2006). O Compasso da Terra: a Arte enquanto caminho para Deus (Vol 2, pp. 157-158). Lamego: Diocese de Lamego.

Excerto, p. 3: A fachada, tudo indica, foi concebida com base em múltiplos quadrados, podendo inscrever-se no quadrado ABCD a quase totalidade desta, desde a soleira da porta até à extremidade dos pináculos (AD e BC), altura que parece ser idêntica à largura total do edifício (AB e DC). A distância entre as pilastras do pórtico relevado (PQ e RS) é também idêntica à altura dos capitéis no arranque do arco (PR e QS), formando assim o quadrado PQRS.
A altura do fuste das pilastras (LM e NO), porque estão alinhadas em baixo com a soleira da porta, é idêntico à dimensão do pórtico, medido pelo exterior das mesmas (LM e NO) formando assim o quadrado LMNO, que é um quarto do quadrado da fachada (ABCD), ou seja, tem metade da altura e metade da largura.
O frontão insere-se num triângulo que parte também do meio da fachada (EFG), e cuja cornija é a base, de outro triângulo idêntico, definidor dos ângulos da cimalha (HJI), que o intersecta. É esta intersecção que vai determinar a dimensão do frontão diminuído, assim como as diagonais (AC e BD) que servem também de alinhamento para os pináculos laterais.
A relação entre estes dois triângulos carece de maior rigor para ser avaliada, mas terá certamente que ver com o número de ouro (Φ=(1+√5)/2), regra que organiza os três triângulos definidores da fachada, todos inscritos em duplos rectângulos de ouro.

Como citar: SOUZA, H. D. Cerqueira de (2012). Irregularidades e Contradições na Fachada da Capela de São Jorge. Tarouca: Edição de Autor.